:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: FRAN :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
quinta-feira, março 9
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domingo, dezembro 11

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terça-feira, dezembro 6
VIVA LA REVOLUCION



Respirem fundo. Sentem. E preparem-se.

É o seguinte: como alguns devem saber a marca LANHO de roupas originais e de atitude questionável é de minha propriedade juntamente com mais 4 sócios.
Entre crises da bolsa asiática, funcionários fantasmas, funcionários modelos, ameaças de demissão, prêmios corpoativos, guerrilha marketing, boicotes a supremacia estrangeira, processos em processo, CEOs soltos sob fiança, primeiras páginas de jornais, golpes do baú, aparições em horário nobre da TV e discussões com talk-show hosts, tudo vai bem no mundo LANHO. Muito bem, por sinal.

Tão bem que este blog vai acabar.

Calma, calma, não priemos cânico. Essa frase bombástica foi só para gerar aquele clímax esperto inserido estrategicamente no meio do texto. Babaquice de publicitário. Mas é verdade. Este endereço aqui vai mesmo ser abandonado. Mantido vivo apenas em função de seus arquivos que carregam pérolas de humor voluntário, involuntário, citações de pensadores ainda não descobertos, erros crassos de português, discussões inflamadas e agressões flamejantes. Ah, e o ocasional texto inspirado deste humilde escriba. Ainda que sem a devida revisão.

E o mais importante: eu continuarei escrevendo minhas babaquices sazonais! Só que em outro endereço. O recém-nascido: www.andrefran.blogspot.com
"Mas porque caralhos esse cara tá fazendo esse escarcéu se nada vai mudar na verdade?" você, leitor(a) deve estra se perguntando. Pois saiba que existe, sim, um propósito por trás desta trabalhosa e enervante, ainda que sutil, mudança.

A marca LANHO, citada no primeiro parágrafo, está passando por uma fase de profundas revoluções de cunho estrutural. Impulsionada pela demanda e exposição que vem recebendo o estilo "foda-se" teve que ficar restrito à parte artística da firma. Essa reformulação de base poderá ser percebida claramente com o Lançamento desta Nova Coleção LANHO Summer `06. Novos fornecdores estão trabalhando com a gente na melhoria das malhas, cortes e modelagens (que estão altamente gringos), um trabalho de branding foi desenvolvido com o objetivo de causar um reposicionamento light na marca, o planejamento estratégico, a contabilidade, a admnistração burocrática foram planejadas e acompanhadas por consultores (amigos, claro) de altíssimo nível, até o site vai ganhar cara nova. Ao longo da divulgação e apresentação da nova coleção, quem está por dentro vai começar a sentir a diferença.

Para deixar tudo em pratois limpos e em mais um campo deixar a profissionalização LANHO evidente e sem causar confusão nas mentes alheias, decide por bem mudar de endereço virtual. Soube que muita gente entrava aqui procurando info da LANHO e, sendo assim, imagino que as opiniões aqui expostas podiam causar certa confusão de identidade físico-jurídica.

NESTE ESPAÇO NUNCA FALEI EM NOME DA MARCA LANHO. E nesse período de notáveis revoluções, abandono este endereço para explanar meus devaneios neuróticos em uma página mais "pessoal".

Quem quiser continuar acompanhando as desventuras de Franzinho e sua Gangue, é só seguir para o www.andrefran.blogspot.com.

Não esqueçam de atualizar seus blogs (como se alguém me linkasse) e Favoritos.

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!


SITE OFICIAL DA MARCA LANHO: WWW.LANHO.COM.BR
NOVO BLOG DO FRAN: WWW.ANDREFRAN.BLOGSPOT.COM


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sábado, dezembro 3


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sábado, novembro 26
No dia em que o próprio jornal O Globo destaca em sua primeira página a melhora do governo Lula em relação aos seus antecessores, recebo por e-mail este texto excelente. Não concordo com tudo que ele diz, e também tenho minhas críticas e ressalvas em relação à gestão do barbudinho, mas o "Desabafo" sintetiza de forma contundente e bem escrita grande parte de meu pensamento a respeito de uma série de questões.
Agradecimento ao Tio Ricardo que me enviou a missiva.



Desabafo

Texto atribuído a Vera Marques


Artur Virgílio é uma abominação. Um idiota, criado no seio de uma ridícula família burguesa, que se acha aristocrata só porque tem a falta de imaginação de repetir o mesmo nome há quatro gerações.

É um cafajeste metido a refinado, que grita com mulher em público e acha aceitável ameaçar dar uma surra no Presidente da República.

ACM Neto também é um boçalzinho, que nunca precisou trabalhar duro na vida, se elegeu deputado às custas do avô coronel. E que avô, hein? Fraudador de painel de votação do Congresso que, quando se viu prestes a perder o mandato, não honrou as calças que vestia e renunciou. Não vale um traque de José Dirceu. Pois é o netinho deste sujeito asqueroso quem se acha no direito de ameaçar publicamente o Presidente da República do Brasil, eleito com a maior votação da história.Queria ver ser macho pra ameaçar um dos generais ditadores que seu vovô tanto apoiava. Bravateiro, inconseqüente, arrogante, sem um pingo de compostura e decoro para exercer o cargo que exerce.

A louca da Heloísa Helena, que acha que ser de esquerda é fazer esse triste papel de lavadora das privadas da direita, o qual vem exercendo há tempos, também achou bonito ameaçar de pancada o mandatário maior da nação. É claro que não foi levada a sério, pois além de mal poder com um gato morto pelo rabo, sempre teve fama de histérica e mal-amada, que faz da agressividade verbal exibicionista uma espécie de sexualidade alternativa. É uma piada ambulante, até naquele Congresso de bufões.

O Brasil tem hoje a pior bancada na Câmara Federal de todos os tempos.Com raras e honrosas exceções.

E também, salvo as raras e honrosas exceções, o Brasil tem hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos Lacerda e David Nasser bateram as botas.

A começar pelas "estrelas" dos noticiários e programas de entrevistas.

Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que produziu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era ele mesmo. Uma bosta de ele mesmo, vale lembrar. Agora, imagine um pastiche desta bosta? Acertou, é Arnaldo Jabor.

Jô Soares é o filho único de um casal de grã-finos, criado no Copacabana Palace, e que nunca conseguiu superar a idade mental de doze anos. Tanto que não consegue fechar a boca e comer do jeito que um homem de sessenta anos deveria. Com barbas brancas na cara, continua se comportando como o garoto gordo que faz o papel de bobo da classe. Acha que é engraçado, quando está sendo apenas ridículo. Acha que é mais inteligente que todo mundo, quando só é arrogante. Assistiu um programinha mambembe de um entrevistador estadunidense, imitou em tudo, até no cenário, e com isso se sente no direito de humilhar seus entrevistados, seus músicos, sua equipe técnica e até sua platéia. Ou claque, melhor dizendo.Agora, decidiu que seu papel de deformador de opinião é fazer campanha declarada contra um governo que foi democraticamente eleito.

Nas quartas-feiras, reúne no seu picadeiro um grupelho de peruas, todas na menopausa e se achando o máximo por serem debochadamente chamadas de "meninas".

Cristiane Lobo ri com cara de idiota e concorda com tudo que o Gordo diz. Talvez com medo de perder o empreguinho global e ter de cobrir defunto de periferia na Record.

A pobre professora da USP , que deve estar por lá atrás de um mensalinho pra engordar seus honorários, tenta falar, mas, é sempre atropelada por Lúcia Hipólito. Aí sorri amarelo e deixa pra lá, com aquela cara de "tia" que entende a ignorância das criancinhas.

Ana Paula, aquela mistura de loura do Tchan com foca de jornal de bairro, > é tão competente que só conseguiu emprego mesmo no falido JB. Diz um monte de besteiras, sacode as bijuterias e faz caras e bocas pra câmera, talvez sonhando com um convite tardio para posar na Playboy.

E tem a Lúcia Hipólito, a pior figura que já apareceu na telinha nos últimos tempos. É feia, é brega, é antipática, é arrogante, é mal educada, interrompe a fala das outras e ainda se acha a última coca-cola gelada do sertão. Parece a bruxa malvada das antigas histórias da Disney. É o estereótipo da perua de família rica que quer se afirmar como "intelectual" pra esnobar as amigas no chá das cinco. Apresenta-se como "cientista política". Como assim, "cientista"? Alguém já leu algum artigo científico desta senhora? Já discutiu seus livros em algum congresso? Já viu o currículo Lattes dela? Ela realiza suas pesquisas científicas em qual instituição?

O que se sabe é que exerce função de jornalista e pelo que se intitula, sem ter a devida formação na área. Mas, acha que pode ditar regras sobre tudo. Solta batatas imperdoáveis até na boca de um estudante de primeiro período de sociologia. Como a da última quarta-feira, dia dois de novembro, quando disse que não poderíamos ter escolhido Lula para "gerenciar" o Brasil, "pois ele nunca gerenciou nem mesmo um carrinho de pipocas".

Claro que todo mundo que estudou "ciências políticas" sabe o quanto é importante a experiência gerencial de carrinhos de pipocas na carreira de um presidente da república, não é mesmo?

Alguém precisa avisar à "cientista" que o cargo de Presidente da República é representativo e não gerencial. E que o Estado não é uma empresa. Tem relações sociais, econômicas e humanas bem mais complexas que uma padaria ou uma fábrica de automóveis. Não pressupõe a hierarquia existente em uma empresa. Não visa o lucro e não tem dono. Se a gente fosse escolher Presidente, como se escolhe gerente, era melhor fazer concurso público em vez de eleição.

A única das "meninas" que dizia coisa com coisa, a veterana jornalista Teresa Cruivinel, foi posta pra fora do programa, ou saiu de lá correndo para não pagar mais mico naquele festim idiota, que mais parece um fim de tarde na Daslu.

E o que temos na mídia impressa? A revista VEJA.

A revista VEJA merece um capítulo à parte, pois já deixou de ser uma publicação jornalística, pra embarcar no gênero ficcional com narrativa de literatura fantástica. Traz em suas páginas seres que só poderiam existir mesmo na ficção fantástica, como o Diogo Mainard.

Eu até acredito em fadas, saci, duendes e fantasmas. Mas, não acredito que alguém como o Diogo Mainard possa existir de verdade.

O pior é que, ao embarcar na literatura de ficção fantástica, a VEJA devia ter, pelo menos, treinado seus repórteres, distribuindo um exemplar de "Os Cavalinhos de Platiplanto", clássico do gênero, escrito por J.J.Veiga. A boa referência literária faria com que as criaturas, pelo menos, conseguissem imaginar uma historieta melhor do que esta de Fidel mandando ao Brasil dinheiro para financiar a campanha de Lula. E ainda escondido em caixas de uísque. Por que não caixas de charutos, que seria mais verossímil? Ou será que Fidel invadiu o Paraguai desde 2002 e a gente ainda não sabe?

As outras publicações chafurdam num mar de jabaculês, sensacionalismo e ignorância.

Nem escrever corretamente o português eles conseguem mais.

Mas, é essa imprensa sem preparo e totalmente comprometida com as forças conservadoras que forma a opinião da classe média brasileira.

A classe média brasileira que é tonta, idiota e tem péssima formação educacional. Quem chega a fazer faculdade, nunca mais lê um livro, depois que se forma. Quando lê, é auto-ajuda, escrita pelo Lair Ribeiro.

Mesmo assim, essa turma acha que é bem informada às custas de VEJAS, ÉPOCAS, FOLHAS, GLOBOS e se sente elite, adotando as id> éias e comportamentos da gentalha da mídia, que forma sua opinião.

Já a elite de verdade é hipócrita, canalha, egoísta e cruel. Tem ódio de Lula, por ser mestiço, nordestino e pobre. Acha um insulto ser governada por ele e se pudesse já o teria tirado do poder na ponta da baioneta, como fez com João Goulart, que nem pobre, nem nordestino era, apenas um moderado socialista.

É uma elite pobre de cultura e formação, composta por quatrocentões decadentes, descendentes de degredados, que se julgam nobres e por emergentes ridículos, que se sentem quatrocentões.

Uma elite ignara, que compra livros como de fossem azulejos, para decorar paredes.

E é uma elite burra, que nunca leu Gilberto Freyre nem Adam Smith e não aprendeu que, até para poder continuar a habitar a casa grande, precisa deixar a senzala comer um pouco melhor.

Não, Poeta Cazuza, eu não vou "pedir piedade para esta gente careta e covarde!" "Pelo menos esta noite, não." Estou mais é querendo que todos eles vão pro diabo que os carregue.

Estou de saco cheio de tanta baixaria, mediocridade, autoritarismo, maucaratismo e violência real e simbólica.

Estou de saco cheio de ver esses cretinos mentindo, enganando e manipulando pra não deixar que o sonho do povo se realize.

Estou de saco cheio de ver a desfaçatez com que tentam convencer o povo de que ele sempre toma a decisão errada e que, por isso, é melhor não decidir mais e entregar o país pra que eles, os iluminados, governem.

Estou de saco cheio de ver esse mesmo filme se repetindo nos últimos quarenta anos, desde que me entendo por gente: a elite canalha governando, mesmo que à força. A classe média pusilânime aplaudindo, e se sentindo representada, como se tivesse algum poder. E o povo, sofrido e conformado, "levando pedras como penitente" e sonhando com um Messias, que o virá salvar.

Estou de saco cheio de ver o país dar um passo adiante e dez para trás, por que o progresso democrático contraria os interesses de meia dúzia de poderosos, cuja ganância é maior que o tempo que eles terão de vida para aproveitar o produto de sua perversidade.

Estou de saco cheio de ver o único Governo em muitos anos que nos livrou do FMI, voltou a financiar moradias, criou um programa de segurança alimentar para atender os famintos, assumiu a liderança da América Latina e impôs respeito no mundo todo, ser execrado diariamente nos jornais, como se tivesse inventado a corrupção, a violência e todos os problemas que o país arrasta há quinhentos anos.

Estou de saco cheio de saber que isso é preconceito, sim. É ódio de classe, sim. É desejo de manter privilégios inaceitáveis, sim. Pois quando o sociólogo da Sorbone quebrou o país três vezes, liquidou o patrimônio do país a preço de banana, sucateou o parque industrial do país com uma política monetária absurda, multiplicou a dívida externa e comprou votos pela bagatela de duzentos mil para se reeleger, nunca mereceu da mídia o linchamento diário que vêm recebendo o Governo Lula e o PT. Nunca foi desrespeitado em plenário pela oposição da forma como o presidente Lula tem sido desrespeitado. Nunca foi ameaçado de pancada por um canalha, uma histérica e um herdeirozinho de quinta categoria.

Estou de saco cheio de ver tanta injustiça, tanta mentira tanta cara-de-pau, tanta irresponsabilidade com o futuro do país, no esforço de criar uma crise que eles sabem que é hipócrita, falsa e eleitoreira, pois trata como novidade práticas seculares.

E tudo isso em um momento que poderíamos estar aproveitando para crescer, promover o bem-estar do povo, afirmar nossa grandeza como nação pacífica e progressista diante do mundo.

Eles não se importam em jogar na lata do lixo da história o futuro das nossas crianças, desde que´possam trazer de volta ao poder o partido da compra de votos, da privataria, da dengue, da quebradeira e do apag> ão

Eles não pensam que, se interrompermos os projetos sociais que hoje assistem a mais de trinta milhões de brasileiros, estaremos fomentando ainda mais os bolsões de miséria, donde sairão os bandidos que matarão, seqüestrarão e roubarão a paz de seus filhos e netos.

Essa gente dorme, meu Deus? Essa gente coloca a cabeça no travesseiro à noite e sonha com os anjos, sem ouvir a voz do Ministro Gil cantando insistentemente em seus ouvidos "gente estúpida, gente hipócrita" ?

Se você está acostumado a ler meus textos, deve estar espantado e até indignado com a virulência e agressividade deste aqui. Deve estar também de saco cheio de me ver aqui a xingar e blasfemar por tantas linhas. Pois saiba que é exatamente assim que estou me sentindo, depois de passar seis meses sendo submetida a um bombardeio diário de baixarias e canalhices golpistas daqueles que querem única e exclusivamente o poder.

Esse texto é um desabafo, uma vingança, um grito transbordante de quem está de saco cheio de agir corretamente, de respeitar os outros, de seguir as leis, a Ética, os bons modos, o politicamente correto e, olhando em volta, ver o triunfo dos canalhas sobre o homem de bem, do medo sobre a esperança, da covardia sobre a vontade de mudar pra melhor.

É um gesto de legítima defesa, destes que a campanha do "NÃO" tanto nos convenceu ser um direito.

O texto está ofensivo, grosseiro, chocante? Que bom!
Era isso mesmo que eu queria.Que toda a bile que derramei aqui possa chegar até essa gente nefasta e provocar neles raiva, amargor, ódio, ressentimento.

Palavras não matam, mas, ferem. Ficam ecoando na cabeça e infernizando a alma por muito tempo.

Tomara que todos eles leiam. E tenham um mau dia. Uma péssima semana. E um mês pior ainda.


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sexta-feira, novembro 25


Visitors that don`t comment will be prosecuted and shot.


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sábado, novembro 19
Assinale a opção verdadeira:

A) Pague para entrar Reze para sair



Marcelo Gordo, empresário dono da surfshop Surf in Box, em recente viagem a Los Angeles resolveu conferir as atrações do Six Flags, parque de diversões renomado no estado da California. Estava ele alegre e faceiro, divertindo-se nas montanhas-russas mais altas, rápidas e encagaçantes do hemisfério norte quando, após 4 horas de emoção, resolveu dar o dia por encerrado. Convencido por um de seus parceiros de aventuras decidiu encarra uma saideira, repetindo o passeio na besta-fera conhecida como Superman. Sentado no carrinho, cinto-de-segurança devidamente afivelado, ele singrava pelas alturas tranquilo, aguardando o declive que o faria atingir mais de 128 milhas em apenas 3 segundos de queda. Início de descida. O carrinho acelera como um raio. A pressão atmosférica se faz sentir cada vez mais forte pressionando as bochechas de nosso colega para os lados. Os gritos delirantes da galera aumentam conforme o trenzinho aumenta de velocidade. Quando a engenhoca parece atingir a velocidade de pico nas alturas, Marcelo sente um golpe incrivelmente forte em seu rosto. Levemente desorientado ele tenta se localizar, ainda incapaz de saber o que ocorre e onde está. Sua consciência volta aos flashes, ainda em plena viagem a dor chega com o pânico e ele tenta abrir os olhos acreditando que algo errado havia ocorrido com o "brinquedo" levando aquela turma de jovens para um mergulho fatal. O carrinho segue seu curso normalmente, no entanto. O gosto de sangue ence sua boca e ele tenta olhas para os lados em busca de socorro. Somente quando o danado freia na estação final seu pesadelo dá indícios de terminar. Sua face dilacerada e ensanguentada afasta o pessoal que aguaradava a sua vez na fila horrorizado. Uma equipe médica o assiste e encaminha para uma ambulância dentro do parque. Somente mais tarde, Marcelo recobaria parte da memória, lembrando ter avistado um pássaro momentos antes do choque. Testemunhas confirmam tratar-se de um falcão desavisado que chocou-se com a napa de nosso camarada a mais de 100km/h. Após uma noite no hospital, o nobre empresário traça planos para processar o estabelecimento embolsando uma soma milionária.

B) Em caso de emergência...



Após um delicioso e revigorante feriado no Rio de Janeiro, o jovem doutor em engenharia, Bruno Maia lê uma revista no aeroporto do Galeão enquanto aguarda a chamada de seu vôo de volta para Curitiba. As lembranças dos momentos de alegria e zoação, passados entre a família e amigos no aconchego ensolarado de sua terra natal o fazem sorrir sozinho ao folhear o semanário de fofocas no saguão da Varig.
- Missão cumprida, pensava ele, fiz tudo que queria e mais um pouco.
Agradecia especialmente a São Pedro, pelo solzinho maravilhoso enviado para dourar sua pele adornada por uma generosa camada de pelos. Varig vôo 678, chama a voz sensual nos alto-falantes. É a deixa para Nin adentrar a aeronave e rumar tranquilo para seu assento no fundo da mesma. Emquanto percorre o corredor sua mente já está na semana seguinte e nas tarfeas cotidianas do trabalho na multinacional que paga suas contas e exageros de feriado. Porém, mente sagaz e acostumada há mais de 20 anos com as maravilhas naturais de nosso estado, o sr. Maia não deixa de notar a jovem morena de cabelos aloirados que de seu assento atira um sorriso maroto em sua diureção. O sorriso some de seu rosto com o susto. Bobo nem nada, Nin não desperdiça a chance e, uma vez sentado passa a secar a loiruda de forma acintosa. O retorno vem em intensidade cada vez maior e Nin passa a agradecer a São Jorge por tamanha sorte. Após 15 minutos de piscadelas e biquinhos de mabas as partes, aquele metro e tanto de mulher toma a iniciativa e se muda para o assento vago ao lado de nosso amigo. É sorte de mais para ser verdade, pensa ele. A dama faz o papel de cavalheiro e conduz a interação. Qual seu nome? Viajando a tabalho? Quantos anos? Tem namorada? Quando ela pergunta se ele não a acompanharia em uma conversa mais "profunda" nos reservados um senhor de uniforme senta abruptamente ao lado do insólito casal. Sem tomar folego o senhor vira-se para a moça e dispara secamente:
- Já é a segunda vez que você tenta arrumar serviço no meu vôo. Se continuar de palhaçada eu te desembarco algemada, sua vagabunda! Me desculpe senhor, ela não vai mais lhe incomodar, se quiser podemos disponibilizar um assento para o senhor na primeira classe.
Um boquiaberto engenheiro de telecomunicações olha transtornado para sua esfuziante companheira, esta jaz com uma cara amarrada, cabeça baixa, murmurando impropérios do mais baixo calão. Nin, então, se recompõe do misto de susto e decepção. Seca a boca com um guardanapo e sentencia:
-Meu querido, pod me deixar aqui com a (cita o nome da guerra da piranha)que nós nos entendemos.
O comissário parte constrangido. A meretriz o olha como uma gueixa subserviente para nosso herói. E a última hora do vôo Rio-Curitiba nunca foi tão prazerosa para este jovem trabalhador carioca.

C) E o mercado amanheceu nervoso



Era dia de entrevista decisiva para o futuro profissional de Henry Barclay. O cargo no banco pagava bem, e era uma área disputada por 10 entre 10 aspirantes a economista da PUC a UFRJ. A noite anterior foi de muita leituira teórica, Bloomberg e xerox sendo revisadas. Pela primeira vez na vida, o último caderno do jornal estava send lido da frente para trás. A prioridade era economia e não os esportes, na leitura e na vida. O surf havia sido deixado de lado, a brancura de sua pele britânica resplandecia como nunca. Mas foi tudo por uma boa causa, pesnava ele na luxuosa ante-sala do escritório, aguardando a sua vez de ser arguido por seus- se Deus quisesse- futuros patrões. No dia anterior, convocou um amigo intimo que já trabalhava há alguns anos nesse mesmo banco para tentar lhe passar um pouco do que estava por vir, tendo ele vivenciado a mesma situação quando de seu próprio processo de seleção.
- Fica tranquilo, as primeiras perguntas vão ser sobre o cotidiano, coisas nada a ver com economia. Para você ir se soltando. Do meio pro fim que começa a ficar sério.
O wanna-be estagiário respirava aliviado com esta informação de cochia, acreditava ter isto como uma vantagem sobre os outros candidatos que roiam as unhas com sofreguidão ao seu lado.
Eis que chega a sua vez. Adentra confiante a sala onde 3 jovens economistas, aparentemente bem-sucedidos, o aguardam. Cumprimetos firmes, olho no olho, boa-tarde sem gaguejar. So far, so good. E lançam, antes memso dele se sentar, a primeira pergunta:
- E então, Henry. O que achou do mercado hoje?
"Início.. perguntas cotidianas... nada de economia..." estas frases ainda reverberavam em seu crânio inglês, e ele emenda de bate-pronto:
- Olha: quem vai no mercado lá em casa é minha mãe ou a empregada. Eu nem sei dessas paradas, não.
Pano rápido.


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sexta-feira, novembro 18
Outro Mundo é Possível



O lucro ou as pessoas?


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quinta-feira, novembro 10
FRAN FOR A CRUELTY FREE WORLD



Sejam pacientes. Não olhem para a foto e pensem "Ah, não! Lá vem o Fran com aquele papinho Vegan de novo!". Na verdade, agora vocês já olharam e, com certeza, tiveram essa reação. Mas não é pregação vegetariana. Muito antes de abdicar da carne para fins alimentícios eu já achava as Touradas uma das grandes filha da putices da humanidade. Uma senhora covardia, para dizer o mínimo.
"Oh, mas é um homem desarmado contra um animal de 2 toneladas". Primeiro: desarmado ali só o touro. O cara está com a tradicional "capinha vermelha", um artefato muito útil neste tipo de "embate", um florete e uma espada. Além de ter uma série de cupinchas nas imediações prontos a lhe dar assistência caso o bicho pegue, literalmente. Segundo: diferente do toureiro, o referido animal entra na arena esfomeado, fraco e mais dopado do que uma biba em rave. Ou seja: o sujeito é treinado a vida inteira, 400 lutas nas costas, armado, apoiado pelos manos, torcida a favor, acorda, toma o cafe reforcado respira funndo e vai. Entra na arena o Touro, tava de bobeira comendo seu dejejum de capim quando lhe tascam num caminhão a força, dão-lhe umas porradas, injetam-lhe valium ou coisa que o valium, apertam-lhe os culhões causando uma dor de fazer ver estrelas e o jogam numa espécie de quadra de saibro redonda. Ele não quer briga, ele tá assustado, não sabe qual é da parada e vem um filha da puta ficar atiçamdo-lhe e dando estocadas a cada 15 minutos.
Quem já viu uma das touradas transmitidas ao vivo naquele canal merda espanhol que vem no pacote da NET? É uma tortura em longa metragem. Duas horas de crueldade com um animal até que ele seja abatido a facadas quando já está completamente extenuado e não mais apto a divertir a horda de sádicos com sede de sangue.
Atire a primeira pedra aqui no vegetariano ensandecido aquele que não torce pelo touro!

!!!!!Clique na imagem e assista ao video antes de continuar lendo o post!!!!!

Agora, atentem: essa absurda forma de diversão consegue ser ainda menos cruel que as formas de tratamento e abate dos animais criados com a finalidade de servir de recheio de sanduíche ou picanha nobre no alho.


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segunda-feira, novembro 7
Em Busca da Terra do Nunca


O homem que era Peter Pan.

Não pensem que se trata de uma nota suicida. Muito pelo contrário. Diferente dos Vampiros, cujo maior tormento é ter que vagar pela eternidade, eu não me importaria nem um pouco em ser agraciado com a vida eterna.
Tudo isso só para dizer que há muito tempo um filme não me tocava tanto quanto o do título do post. Johnny Depp interpreta - para variar, magistralmente- o autor da história de Peter Pan, o menino que não queria crescer. Realmente, uma grande descoberta. O autor de teatro do início do século só podia mesmo um indíviduo especial para criar uma fábula sobre os encantos e maravilhas da infância com a riqueza, sutileza e profundidade de "Peter Pan".
Não há nda melhor do que ser cirança. Ser jovem, inconsequente, inocente, ingênuo. E quanto antes a pessoa se der conta disso melhor. E pior. Como o relógio na barriga do crocodilo, o tempo nos persegue a todos. Não há escapatória. É a maior crueldade da vida: todos vamos morrer. É única certeza que temos.
Fora as dificuldades que atravessam a vida do Sir John Barry, no início do século, a maior tristeza do filme é perceber que, nos tempos modernos, as agruras da vida se fazem muito mais presentes na vida dos jovens do que em 1903, arrebatando todo o encantamento que jaz na infância de meninos e meninas da era da internet, msn, orkut... E cada vez mais abruptamente, e cada vez mais cedo. O espaço para a imaginação é substituído e a perda da inocência é praticamente inflingida aos pequeninos atarvés de gadgets sorrateiras ou exigências sociais. O produto final, não raro, são adultos insensíveis, chefes inescrupulosos, políticos corruptos. Sou firme defensor da teoria que diz que a criança que nunca teve uma bola furada pela vizinha chata vai ser no futuro a vizinha chata que fura bolas das crianças.
Mas àqueles que tem um Peter Pan dentro de si, que se recusam a entregar-se as demandas e obrigações da idade, que procuram guardar sempre uma chama de jovialidade e positividade, uma mente aberta, jovem, e um espirito inquieto, curioso e de uma inocência que é menos ingênua do que indignada com as injustiças de nosso mundo, esses sim, como diria Jesus: terão a vida eterna. Pois são estes que fazem a diferença.
São esses que, como em um passe de mágica, transformam em certo o que está errado, pondo o mundo nos eixos (ou ao menos tentando). São estes que viverão para sempre na memória de milhões ou de poucos -porém muito especias-. Estes são os Peter Pans, as almas jovens que levam adiante a ingênua crença de que o bem e o amor sempre vencem.
Nunca confie em alguém com mais de 30 anos. Mas lembre-se que a idade não envelhece, e que todos, como o velinho do filme, podem ter aquele brilho no olhar, e ser "uma criança por dentro". Para sempre.

ps: vou tatuar um Peter Pan nas costas, amanhã. 2 palmos por 1 e meio.


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